O método

LIDAR

O LIDAR é um protocolo de conservação preventiva construído com ferramentas de gestão de projeto. Acompanha um plano de ponta a ponta, do primeiro levantamento à revisão, para que cada medida tenha uma justificação, um prazo e um resultado verificável. Nasceu de mais de 25 anos de prática e foi estruturado e validado num projeto de investigação aplicada. Aplica-se a qualquer tipo de bem cultural, da arqueologia à arte digital, em reserva, exposição ou ao ar livre.

As cinco fases

  1. Levantamento — Identificamos os fatores de deterioração e as tarefas já existentes: o edifício e o ambiente, a organização da instituição e o estado material de cada coleção.
  2. Interpretação — Analisamos e cruzamos os dados recolhidos antes de decidir. É a fase que mais vezes é saltada, e a que evita medidas caras e inúteis.
  3. Definição — Fixamos parâmetros, estratégias e tarefas: controlo ambiental, manuseamento, critérios de exposição e manutenção, equilibrando as necessidades da coleção com os meios da instituição.
  4. Aplicação — Pomos o plano em prática segundo o calendário, com monitorização contínua que permite agir em tempo real.
  5. Revisão — Avaliamos a eficácia, corrigimos falhas de procedimento e preparamos o ciclo seguinte. A revisão alimenta um novo levantamento.

Três princípios: os 3 R

Rigor

Decisões fundamentadas em dados e em critérios mensuráveis.

Reprodutibilidade

Procedimentos que outra equipa pode repetir e obter o mesmo resultado.

Rastreabilidade

Cada ação documentada, do registo à decisão.

Porque funciona

Tarefas calendarizadas evitam que a monitorização se perca. Uma visão global do trabalho poupa tempo à equipa. E os empréstimos, estudos e intervenções tornam-se mais fáceis porque as medidas de preservação já estão definidas no tempo.

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